terça-feira, 29 de outubro de 2013

A 'SUDERJ' informa : sai a TV Cultura e entra em seu lugar a TV Escola no time da VIACABO / Carraspana Campista


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Via Cabo explica porque tirou a TV Cultura da sua grade de programação. E aí?!?!


Acabo de interagir via chat com a Via Cabo para questionar o motivo de não conseguir mais sintonizar a TV CULTURA.
O diálogo foi o mais surpreendente possível. Absurdo: ELA SIMPLESMENTE FOI RETIRADA DA GRADE DE PROGRAMAÇÃO.
Total falta de respeito com o cliente que adquire um produto e eles vivem mudando sem prévio aviso.
Abaixo a íntegra:


http://www6.directtalk.com.br/chat31/LayoutDT/Padrao/dialogo.aspx


Bruna11:07:23Olá jorge luis seja bem vindo(a) ao atendimento Online da Viacabo! Por favor, nos informe o código do contrato ou o CPF do titular da assinatura.
jorge luis11:07:3800XXXXXXXXX
Bruna11:08:03Confirme por favor o e-mail e o Celular para contato.
jorge luis11:08:43jocamuylaert@XXXXXXXX E XXXXXXXX
Bruna11:08:49Obrigado pelas confirmações, anote por favor o protocolo deste atendimento: 25127558. Como posso lhe ajudar?
jorge luis11:10:20Gostaria de saber como sintonizar a PROGRAMAÇÃO DA TV CULTURA, POIS TIRARAM DO AR, AO QWUE ME PARECE
jorge luis11:10:23QUE
jorge luis11:11:34Tenho ficado impossibilitado de assistir programas como roda viva e observatório da imprensa
Bruna11:12:30
O canal Tv Cultura não esta mais disponível, devido alguns canais que foram obrigatórios na grade este canal teve que ser substituído pelo canal Tv Escola.
jorge luis11:13:22Então não se tem mais a programação do TV Cultura definitivamente?
jorge luis11:14:21A TV Escola não substitui a Cultura JAMAIS
Bruna11:15:50Não terá acesso neste canal. E a substituição não é comparativa com a programação, mas sim uma substituição devido obrigatoriedade da agência reguladora.
Bruna11:17:58Você deseja alguma outra informação?

Obrigado por utilizar nosso atendimento online.

Plataforma de Ideias em São Paulo / Superinteressante

Cidades Para Pessoas | São Paulo vai ganhar uma plataforma de ideias

São Paulo vai ganhar uma plataforma de ideias

 12 de setembro de 2013
A ativista Jane Jacobs dizia que a cidade é uma eterna obra inconclusa, um imenso laboratório de tentativa e erro. 
cercaPara ela, as cidades têm algo a oferecer às pessoas apenas porque, e apenas quando, são criadas e moldadas pelas pessoas. É só olhar em volta e percebemos que há uma porção de gente tentando usar seus talentos para moldar espaços urbanos em lugares melhores para viver. O que faz com que sejam bem sucedidos é que algumas cidades possuem sistemas que permitem e convidam as pessoas a fazer isso – enquanto a estrutura burocrática de outras emperra e desencoraja esse processo criativo.
A boa notícia é que São Paulo vai ganhar uma plataforma para que os paulistanos proponham ideias para sua cidade chamada Sampa Criativa, uma iniciativa do SescSP, SenacSP e da Fecomércio. Nesse portal poderão entrar iniciativas como a da minha amiga Carolina Ferrés, que está tentando convencer uma incorporadora imobiliária na Vila Madalena, em São Paulo, a trocar um muro por uma cerca verde, para criar uma superfície mais interessante de ser percorrida. “Precisamos de uma cidade com menos muros” diz ela, e eu concordo.
Também haverá espaço para o projeto do artista plástico Ciro Schu e do orquidófilo Alessandro Marconi, que criam esculturas de madeira com orquídeas plantadas pela cidade. O vídeo que mostra o trabalho deles me deixou emocionada ao ver dois homens sensíveis e lindos plantando respiros de beleza em uma cidade tão cinza.
A verdade é que depois de passar um ano percorrendo 12 destinos pelo mundo entrevistando urbanistas, políticos, empresários e ativistas, as iniciativas mais interessantes que encontrei eram como essas da Carol, do Ciro e do Alessandro: vinham das pessoas que estavam experimentando ideias e testando as vocações das suas cidades. E aí percebi que, quando se trata da gestão política de uma cidade, os bons projetos não são só os que envolvem uma ideia para resolver um problema. São principalmente os que criam sistemas para que as ideias das pessoas sejam testadas e incorporadas ao processo de planejamento urbano. Como diz o pesquisador e escritor Augusto de Franco, inovação não é ter uma ideia genial, é criar um ambiente que permite que a inteligência coletiva aconteça. Em outras palavras, as cidades brasileiras precisam de sistemas para que a Carol, o Ciro e o Alessandro possam testar e melhorar progressivamente suas ideias para transformá-las em modelos replicáveis. E espero que essa lacuna seja preenchida pela Sampa Criativa.
Quando me perguntam qual o projeto mais bacana que conheci com o Cidades para Pessoas sempre cito o Instituto de Sustentabilidade de Portland, que tem como função conectar os setores que moldam a cidade. O instituto tem sedes em alguns bairros de Portland, onde faz articulações entre a iniciativa privada, as organizações ativistas, a universidade e o poder público. Nas palavras do diretor do Instituto Rob Bennet, eles “conectam os ‘queros’, ‘tenhos’ e ‘possos‘ para transformar desejos em projetos coletivos”. Foi desse sistema que a vontade de morar em uma cidade mais agradável substituindo a infraestrutura cinza (concreto e asfalto) por verde (concreto permeável e canteiros de plantas) se transformou no projeto Grey to Green. Como em Portland chove muito, a água que corria por cima do asfalto chegava muito poluída ao rio Williamette, que corta a cidade. Agora, com estruturas permeáveis, a água se infiltra aos poucos no solo e chega muito mais pura aos lençóis freáticos. Era só isso que faltava para que o processo de despoluição das águas do Williamette, que começou há 30 anos, chegasse a um nível em que as pessoas pudessem nadar no rio novamente. Foi a criação desse sistema onde ideias podem ser testadas que permitiu que as pessoas possam agora nadar no rio durante o verão.
williamette
O sociólogo Robert Park diz que “a cidade é a tentativa mais bem sucedida do homem de refazer o mundo em que vive mais de acordo com os desejos do seu coração. Mas, se a cidade é o mundo que o homem criou, é também o mundo em que está condenado a viver daqui por diante”. Sistemas centralizados em que poucas pessoas tomam as decisões que moldam a vida de muitas tendem a nos deixar reféns de uma cidade ruim. Sistemas que, ao contrário, permitem que a inteligência coletiva se manifeste, tendem a nos devolver o direito à cidade que, nas palavras do geógrafo David Harvey “não é um direito individual de ter acesso aos recursos urbanos, é um direito coletivo de mudar a cidade e, em última instância, mudar a nós mesmos”. Espero que estejamos nesse caminho.
(semana que vem farei um texto mais detalhado contando como vai funcionar a Sampa Criativa)